sexta-feira, 27 de maio de 2011

Dorival Caymmi



canção "o mar"

"...sou um autor do mar. (Sobre a canção "o mar") é uma canção que eu gosto e que tenho vontade que se lembrem de mim através dela."


Biografia
(30/4/1914 Salvador, BA
16/8/2008 Rio de Janeiro, RJ)

Filho de Durval Henrique Caymmi e Aurelina Cândida Caymmi, conhecida por Dona Sinhá. O pai era funcionário público e tocava violão, bandolim e piano. Sua mãe cantava muito bem. Teve três irmãos: Deraldo, Diná e Dinair. Aos seis anos de idade, começou a freqüentar a Escola de Belas Artes, no Colégio de Dona Adalgisa. Estudou depois no Colégio Batista e, em 1926, concluiu o curso primário no Colégio Olímpio Cruz. No ano seguinte, matriculou-se no curso ginasial no referido colégio, mas o abandonou no mesmo ano para trabalhar. Empregou-se no escritório do jornal "O Imparcial", da capital baiana, onde fazia diferentes serviços. Na mesma época, começou a fazer as primeiras pinturas, desenhando tabuletas para lojas comerciais. Em 1929, o jornal fechou e teve que se dedicar a outros serviços. Foi vendedor de cordões para embrulho e de bebidas nacionais. Perdeu o emprego quando, junto com alguns amigos, resolveu experimentar as amostras de bebidas. Nessa época, 1933, começou a compor marchinhas e toadas, como "No sertão", sua primeira composição. No ano seguinte, começou a tomar aulas de violão com seu pai e com seu tio Cici.

Em 1935, passou num concurso para escrivão da coletora estadual, cargo para o qual nunca foi nomeado. No mesmo ano, começou a cantar por acaso, quando foi visitar a Rádio Clube da Bahia, na companhia do amigo Zezinho. Perguntados por um funcionário da Rádio sobre o que faziam, Zezinho respondeu que cantavam. O funcionário tanto insistiu que Caymmi acabou cantando para surpresa de Zezinho que ficou encantado com sua voz ao microfone. Ainda em 1935, prestou serviço militar no Tiro de Guerra nº 284.

Em 1937, mudou-se para o Rio de Janeiro, viajando num Ita, um pequeno navio de passageiros, com a intenção de estudar jornalismo e trabalhar com desenho. Conseguiu, através de um parente, publicar alguns desenhos na revista "O Cruzeiro". Recebeu conselhos para seguir a carreira de cantor. Foi apresentado ao diretor da Rádio Tupi, Teófilo de Barros Filho, que se agradou de sua voz e o contratou por 30 mil réis. Em 1939, conheceu num programa de calouros na Rádio Nacional a sua futura esposa, a cantora Stella Maris, quando ela cantava "Último desejo", de Noel Rosa.

Em 1940, casou-se com Adelaide Tostes, nome verdadeiro da cantora Stella Maris. O casal teve três filhos: Dinair (Nana, 1941), Dorival (Dori, 1943) e Danilo Cândido (1948), que se tornariam também grandes nomes da música popular brasileira. Em 1943, perdeu sua mãe. Nesse mesmo ano, passou a frequentar o curso de desenho na Escola de Belas Artes no Rio de Janeiro. Em 1953, inaugurou a Praça Dorival Caymmi em Itapoã. Dois anos mais tarde, mudou-se com a família para São Paulo, lá vivendo por cerca de um ano. Caymmi tem seis netos, Stella Teresa, Denise Maria e João Gilberto (filhos de Nana), João Vítor (filho de Dori) e Juliana e Gabriel (filhos de Danilo).

Em 1968, ganhou do Governo da Bahia uma casa na Praia de Ondina, em reconhecimento a sua importância para a cultura brasileira. Em 1972, foi agraciado no Palácio do Itamaraty (Brasília) com a comenda da Ordem do Rio Branco, em Grau de Oficial. Foi também agraciado com a comenda da Ordem do Mérito da Bahia.

Em 1984, recebeu, em comemoração ao 70º aniversário, inúmeras homenagens, tais como: a edição de um CD duplo e de um álbum de desenhos patrocinado pela Funarte (Rio de Janeiro); a outorga da comenda da "Ordre des arts et des lettres de France"; a outorga da Ordem do Mérito Judiciário do Trabalho (Brasília) e a outorga do título de Doutor Honoris Causa da Universidade Federal da Bahia (Salvador). Em 1985, inaugurou a Avenida Dorival Caymmi na capital baiana. Em 2001, esbanjando jovialidade em seus quase 90 anos, voltou às paradas de sucesso compondo para a televisão. Lutando contra um câncer renal desde 1999, faleceu de insuficiência renal e falência múltipla dos órgãos em sua casa no bairro carioca de Copacabana onde estava em internação domiciliar desde dezembro de 2007. Seu corpo foi velado na Câmara Municipal do Rio de Janeiro com a presença de parentes e amigos, entre os quais inúmeros músicos. Sobre ele assim falou o presidente da República Luis Inácio Lula da Silva: "Ele é um dos fundadores da música popular brasileira, patriarca de uma linhagem de músicos de talento. Suas canções praieiras e seus sambas-canção são patrimônio da cultura nacional. Brilhou e inovou como compositor, músico e cantor. Sua música é uma completa tradução da Bahia."

Crítica

Minhas canções não chegam a 100”, atesta modestamente o mestre Dorival Caymmi. O que já valeu ao compositor a fama carinhosa e folclórica de preguiçoso deve ser, na verdade, entendido como uma virtude, um traço perfeccionista da sua personalidade musical. 
Em Caymmi, qualidade, e não quantidade, gerou uma obra extremamente singular, que pode ser considerada um dos pilares da construção da canção brasileira. Através da batida do seu violão — aparentemente primitiva, mas espontaneamente inspirada nas harmonias de compositores clássicos como Ravel, Debussy, Bach e Mussorgski — e do seu canto confidente, o homem praieiro, a herança africana, os personagens folclóricos baianos, as mulheres sestrosas e até um sentimento de carioquismo cruzaram os limites culturais e dionisíacos de um Brasil que fazia a transição entre o rural e o urbano, entre o regional e o universal.
Guardadas as diferenças culturais, uma intervenção histórico-musical semelhante à realizada por Luiz Gonzaga com o homem sertanejo do Nordeste. A arte do chefe do clã Caymmi é um caso exemplar de confluência entre o simples e o sofisticado a partir de elementos naturais como o vento, o mar, a morena e a terra.  
Uma confluência traduzida em sambas, sambas-canções, canções praieiras e toadas tão autorais (ele foi um dos primeiros compositores a gravar suas próprias canções, numa época em que o habitual era o autor entregar a música para um cantor), que o transformaram no melhor intérprete de si mesmo. Mas o conterrâneo Gilberto Gil talvez tenha sido quem melhor definiu a personalidade e a importância na música brasileira ao chamá-lo de “Buda nagô” na canção homônima.
Hagamenon Brito


Fonte: http://www.dicionariompb.com.br/dorival-caymmi/

banho cheiroso - vídeos sugeridos pela Renata

vendedor de ervas do mercado ver o peso - Belém do Pará homem fala do patchouli







Bate-papo feita com a dona Coló, vendedora de ervas no Complexo Ver-o-peso, em Belém. Fez parte de um trabalho sobre estudos da cultura e das tradições folclóricas paraense.
EDIÇÃO / IMAGENS: Diego Guêdes, Denilson D'Almeida.
APRESENTAÇÃO: Diego Guêdes, Eduardo Rocha.
PRODUÇÃO / REPORTAGEM: Denilson D'Almeida.





banho cheiroso para o dia são joão

terça-feira, 17 de maio de 2011

O Povo Brasileiro - Darcy Ribeiro - vídeos no youtube





http://www.youtube.com/watch?v=pwQyYRGUS4c

(O vídeo está dividido em 30 episódios, aqui posto o primeiro. No youtube por enquanto estão disponíveis todos os 30)

O antropólogo Darcy Ribeiro (1913-1997) foi um dos maiores intelectuais brasileiros do século XX. Esse DVD duplo traz a premiada série baseada na obra-primade Darcy: O Povo Brasileiro, em que o autor responde à questão "quem são os brasileiros?", investigando a formação do nosso povo. Uma co-produção daSuperfilmes, TV Cultura, GNT e Fundar, a série conta com a participação de ChicoBuarque, Tom Zé, Antônio Cândido, Aziz Ab´Saber, Paulo Vanzolini, Gilberto Gil, entreoutras personalidades. Com imagens captadas em todo o Brasil, material de arquivoraro e depoimentos, O Povo Brasileiro é indispensável para educadores, estudantes e todos os interessados em conhecer mais sobre o nosso País.

Título:
O Povo Brasileiro, da obra de Darcy Ribeiro
Título Original:
O Povo Brasileiro
Direção:
Isa Grinspum Ferraz
Elenco:
Chico Buarque, Gilberto Gil, Luiz Melodia, Darcy Ribeiro, Antonio Candido, Tom Zé, Azis Ab´Saber, Judith Cortesão, etc.
Ano de Produção:
2000
Duração Total :
280 minutos

Naná Vasconcelos

no site do Naná Vasconcelos, www.nanavasconcelos.com.br tem uma música batque nas águas que é demais.
Renata

http://nanavasconcelos.com.br/

vídeo:

http://www.youtube.com/watch?v=JoE8rxWJAic


Taubaté - pesquisado pela Renata

Centro Folclore

Cidade Tri-centenária, com rico acervo de tradições, usos e costumes populares, Taubaté foi considerada “um dos maiores centros folclóricos do país” por deliberação I Congresso Brasileiro de Folclore, reunido no Rio de Janeiro, em agosto de 1951.

A variedade e os aspectos peculiares das tradições e do folclore taubateano resultaram dos contatos entre as culturas indígenas,
branca e negra, das influências do meio e, da criatividade de nossa gente.

Apesar da modernização dos costumes e da evolução sócio-econômica e cultural de Taubaté, permanecem ainda tradições e manifestações folclóricas que formam precioso acervo de cultu ra espontânea; que traduz em variadas expansões da alma popular:
nas alegres festas juninas e no farto repositório de crendices; nos ritmos contagiantes do Moçambique, cateretê, jongo e nas tradições festas religiosas; na deliciosa ingenuidade da cerâmica popular e num “sem fim” de outros costumes pitorescos, testemunhos de um passado ainda presente, embora às vezes, como novas características que o tempo lhes dá.

É uma herança que encerra idéia, pensamentos, usanças, sabedoria e espírito criador do povo, devendo ser representada “de modo
que as gerações futuras se legue o acervo recebido, mesmo que as gerações atuais lhes dêem seus traços, ou impregnem de sua
própria criação”. (M. Diegues Júnior – 1976:9)

O reconhecimento do folclore como ciência e, das manifestações folclóricas como expressões da cultura espontânea de um povo, de
sua maneira de pensar e agir, sem influência eruditas, tem incentivado no país, estudos e pesquisas, divulgação e movimentos culturais
que visam interpretar essas manifestações, conhecer os traços da cultura material e espiritual do povo brasileiro, e conhecer aquilo
que é autenticamente nosso.

O fato folclórico que tem como características essenciais a espontaneidade, a aceitação do povo e a autenticidade – podendo ou não,
ser anônimo e tradicional – é dinâmico como todo o fato cultural, podendo modificar-se ou desaparecer, no processo da evolução social. Disso recorre a importância de seus registros.

O folclorista Américo Pellegrini Filho (“Estado de São Paulo” – 1977) afirma: “os registros são fundamentais para efeitos de estudos do povo. Só assim poderemos daqui a anos saber como era determinada manifestação folclórica, caso ela tenha desaparecido ou transformado. Afinal, folclore também faz parte da memória nacional”.Acervo Cultural

Observações realizadas com o intuito de fazer o levantamento dos fatos históricos e das tradições remanescentes em Taubaté, como contribuição ao seu estudo, possibilitaram o registro aqui apresentado, de forma objetiva, sem pretensão literária ou de erudição:

• Entre os grupos coreográficos musicais de cunho religioso ou profano, destaca-se os de moçambique, cateretê ou catira, cana verde, quadrilha, dança da fita e, mais raros, os que dançam jongo.
• Tradicionais festas religiosas marcam o calendário cristão na cidade e na roça: festa de Santa Cruz, da Imaculada Conceição,
de Santana, de são Benedito, do Divino e festas juninas.
• A dança de São Gonçalo é realizada para pagar promessas e homenagear o Santo.
• No Natal, bonitos presépios à moda antiga são “armados” nas igrejas, capelas e moradias cujas famílias preservam a tradição.

É o tempo da cantoria das “Folias de Reis” que visitam os presépios louvando o “Senhor Menino”. Na arte popular, mantendo antiga tradição, os “figureiros” e “santeiros” modelam em argila figurinhas singelas e expressivas, retratando aspectos do povo, animais, crendices, cenas de Natal e santos de devoção popular. Escultura em madeiras e pintura ingênua também aparecem como expressões artísticas, assim como apetrechos de presépio: lapinhas, casinhas, flores de papel.• Os ervateiros praticam a medicina popular, no largo do Mercado Municipal, onde vende variada e pitoresca mercadoria constituída de plantas que curam, óleo, banhas, pele, ossos de animais e implementos de curandeirismo.
• Nos bairros e na roça, os violeiros alegram com suas cantorias e desafios, os festejos onde o povo se diverte, como pau-de-sebo, o quebra-pote, corrida no saco, porco ensebado, cavalo-russo e outros folguedos.
• É farto e pitoresco o repertório de crendices, superstições, estórias repetidas por gerações, principalmente nos lugares onde as “rodinhas”para contar “causos”não sofrem a concorrência do cinema, televisão e outras modernas formas de diversão.
• Na étnica popular merecem referencia a habilidade e imaginação empregadas na confecção de numerosas peças utilitárias ou de
enfeites: c estas, balaios, peneiras de taquara, esteiras e redes de taboa: gamelas e pilões de madeira; utensílios e brinquedos de lata; canastra, laços, arreios e outros objetos de couro, pecas de chifre, de cobre, colchas de retalhos, de crochê, bolsas e flores de palha de milho.
• Outros curiosos aspectos folclórico, peculiar a Taubaté é a Breganha ou Barganha, realizada aos domingos de manha, atrás do
Mercado Municipal, onde se vende ou troca uma impressionante variedade de objetos usados e novos, aparecendo, não raras vezes,
peças antigas de real valor.Apresentando aspectos tão variados e pitorescos, contribuem as manifestações folclóricas em Taubaté, importante patrimônio cultural
de tradições, usos e costumes brasileiros, com raízes em nossa formação histórica, nos fatores de aculturação e adaptação ao meio.

É um complexo cultural que em muito da criatividade de nossa gente.
Na sua autenticidade, vivencia e singeleza traduz a alma do povo de que é precioso repositório.Aspectos do Folclore em Taubaté
Maria Morgado de Abreu

http://www.taubate-sp.com.br/historia.htm

sábado, 14 de maio de 2011

VAI - Reunião de 01 de Maio de 2011

Tópicos da Discussão:

- Relação pessoal entre nós e a natureza:

             Na última reunião discutimos os textos sobre as relações marcantes entre “você e o natural”. Foi interessante a afirmação da Pati de que não tem nenhuma história dela com a natureza, a não ser através dos pais, ou seja, através de ouví-los falar de suas regiões de origem, especialmente sua mãe.
             A partir da discussão dos textos pessoais surgiram algumas questões e reflexões:
             - Como incluir esse elemento no show?
             - Necessidade de realizarmos uma viagem, passeio ou trilha com o grupo.
             - Como a música e o som estão presentes nesses relatos? Exemplos: Som do mar, rodas de violões no camping, música caipira dos avós em minas, rezas, músicas das festas juninas.
             - Repertório do balaio pode representar para nós também esse “pedacinho de terra no fundo da casa” ou aquela “roda de violões no camping”, se sim, que clima isso cria?
            
- Manifestações dos lugares de origem dos compositores:
            
             Foram citadas entre outras a cidade de Taubaté, um dos grandes centos de folclore do estado, chamaram minha atenção os seguintes elementos:
             - Ervas medicinais no mercado (possível elemento de inspiração para “As Plantinhas do Mato”)
             - Tradição de Violeiros.
             - Cidade Natal de Monteiro Lobato
            
             Falou-se também sobre a cidade de Itapebi-BA, onde Xangai viveu, aparentemente com uma rica vida cultural; Vitória da Conquista, também na história de Xangai, com tradição em Folia de Reis e Aboios de vaqueiros; e de Cordeirópolis, cidade de João Pacífico onde existe um museu dedicado a ele na casa onde nasceu, e persiste a tradição de festas de Santo Antônio e Nossa Senhora.

- Formas de integrar a pesquisa no espetáculo:
            
             As idéias mais pertinentes foram as seguintes:
             - Relacionar-se diretamente com o público, por exemplo sobre as plantas medicinais, quais conhece, das quais já tomou chá (Vocês conhecem tal erva? Já tomaram? Pra que?). Essa seria talvez a forma mais direta de dividir tudo que estamos vivendo e conhecendo com o público, simplesmente falando.
             - Mostrar gravações (vídeo ou só áudio) de entrevistas ou depoimentos de artistas ou outras pessoas ligadas ao universo da cultura popular sobre sua relação com a natureza.
             - Mostrar gravações (vídeo ou só áudio) de entrevistas ou depoimentos de pessoas próximas a nós sobre sua relação com a natureza.
             - Propor sonoridades utilizando peneira / sementes / bacias com água / cuia de cabaça aberta / pandeirão do boi, etc; num arranjo talvez só com vozes e esses sons. (referência Naná Vasconcelos)
             - Usar de alguma forma (com fotos?) a imagem da colcha de retalhos a partir do conceito de Darcy Ribeiro (“a sociedade brasileira é uma colcha de retalhos”).
             - Disponibilizar chás das plantas da canção para o público tomar.
             - Usar depoimentos nossos diretamente.
             - Danças de roda ou danças circulares (?).
             - Usar o “silêncio que comunica” (?).
             - Criar arranjos especificamente para o público cantar junto.

Apontamentos:

A partir da conversa surgiram os seguintes apontamentos:

- É importante fazermos juntos uma viagem, passeio ou trilha voltado para a relação com a natureza, talvez incluindo um ensaio ao ar livre. Algumas possibilidades sugeridas:  Paranapiacaba, Pico do Jaraguá, Socorro, Camping Pedra Grande, entre outras.

- Surgiu o interesse de assistirmos ao DVD “O povo Brasileiro” de Darcy Ribeiro, se possível juntos.

- É importante presenciarmos festas e manifestações da cultura popular, em especial Folia de Reis pelo seu caráter vocal. A Lisi levantou algumas possibilidades:
             - Festa do Tropeiro: Taubaté se tornou o centro propagador da cultura do tropeirismo, que está presente nas obras de Monteiro Lobato e nas interpretações do ator e cineasta Mazzaropi. O evento cultural e de caráter cívico, conta com congada, moçambique, grupo de jongo, música, bumba meu boi, entre outras atrações.Local: Rancho do Tropeiro no Parque Municipal Vale do Itaim Data: 3ª Semana de Maio.
             - Festa do Nordestino:A festa acontece com a finalidade de homenagear o povo nordestino que colaborou no desenvolvimento do Brasil, através de shows, danças e comidas típicas. Site: www.festadonordestino.com.br Local: Parque Senhor do Bonfim, Distrito de Quiririm Data: Final de maio e começo de junho.
             - Festa de São João: O evento que homenageia São João, realiza procissão católica, missa, barracas de comidas, congada, moçambique, jongo, corrida de pedestre com apoio do Departamento de Esportes da Prefeitura de Taubaté, além de brincadeiras e atrações para crianças como oficina de maquiagem, palhaços, pipoca e algodão doce.Local: Igreja de São João, Alto do São João Data: Na semana em que é comemorado o Dia de São João (24 de junho).
                 - Festa do Divino em São Luiz do Paraitinga, dias 11 e 12 de Junho.
Também existe a possibilidade de visitarmos o museu de João Pacífico em Cordeirópolis.

-  Temos que começar a concretizar algumas das ideias levantadas acima para o espetáculo.
  
Tarefas (conversaremos no Domingo sobre a melhor forma de dividí-las):

- Levantar e firmar causos, histórias e possibilidades de diálogo com o público que se relacionem com as nossas pesquisas sobre o repertório. Podemos dividir essa pesquisa por assunto ou canção. Por exemplo a Amanda pode assumir “As Plantinhas”, recuperar o depoimento do Dionésio, bolar um jeito de se relacionar com o público, ou de usar os chás... eu posso pensar na melhor forma de homagear nosso querido colega na canção Saudade d’ocê... etc. Não quero dizer que nós temos que ter algo assim para todas as músicas mas precisamos ter material para escolher o que funciona melhor.

- Ir atrás daquele material (sementes, peneiras, pandeirão, e qualquer outro material que possamos usar para fazer sons) para criarmos algo a partir dele. Levantar também canções e melodias para cantarmos junto com essa sonoridade.

- Concretizar nossa viagem, trilha ou passeio, podemos dividir os lugares pra cada um pesquisar condições, preços, e etc; marcar data.

- Encontrar alguma Folia de Reis para assistirmos, ou tentarmos ir a alguma festa/ manifestação da cultura popular..

- Gravar depoimentos de pessoas próximas, ex: mãe da Pati, nós mesmos, nossos familiares, conhecidos, etc...

- Editar vídeos que assistimos nas nossas pesquisas extraindo deles momentos que possamos usar com o público (ex: João pacífico declamando poema) com a devida autorização.

- Conseguir áudio de sons da natureza, pássaros, rio, etc, que possam nos ajudar a compor o show.

- Pensar arranjo com interação planejada do público (essa é mais pra mim mas estou aberto a sugestões)

Outras tarefas/assuntos:
- Revisar calendário Maio.
- Locais de Apresentação.
- Utilização do Blog. (quem consulta? / usar para registrar textos e sites que usou como fonte de pesquisa / ler, assistir e completar o conteúdo / se apropriar do espaço, usá-lo como seu espaço/recurso/ferramenta de pesquisa)
- Como está o registro dos encontros? (quantos de pesquisa até agora?)

sexta-feira, 13 de maio de 2011

João Pacífico




João Pacífico: Três Nascentes



Aqui João Pacífico declama poesia para o rio:
Um fiozinho d’agua desviou de um riacho
veio vindo serra abaixo e passou no meu pomar
encontrou uma pedra, ficou sua companheira
brincaram de cachoeira e aqui ficaram pra morar

E hoje da janela eu contei pra cachoeirinha
que ficou minha vizinha desde que a vi nascer
o seu murmúrio doce é um verdadeiro canto
é quem me serve de acalanto para eu adormecer
Biografia 
(extraído do site http://www.boamusicaricardinho.com/index_int_6_joaopacifico.html)
João Batista da Silva nasceu em Cordeirópolis-SP no dia 05/08/1909 e faleceu em Guararema-SP no dia 30/12/1998 e ganhou o apelido de João Pacífico dada a sua surpreendente serenidade, evitando sempre se meter em qualquer situação encrencada. Seus avós foram escravos; sua mãe era escrava alforriada e seu pai era maquinista de trem. 
Sua vida foi a clássica história do menino pobre do Interior, da Zona Rural, que lutou pela sobrevivência na Cidade Grande. De Cordeirópolis, mudou-se para Limeira-SP ainda pequeno e, com 10 anos foi morar em Campinas-SP, onde participou da Percussão na Orquestra Sinfônica local. Trabalhou também como copeiro na residência das irmãs do compositor erudito Antônio Carlos Gomes (autor da ópera "O Guarany", e também da canção "Quem Sabe"). Tal emprego e também o da Orquestra Sinfônica, com certeza o ajudaram a desenvolver e apurar seu bom ouvido musical, apesar de nunca ter aprendido música e de não saber tocar nenhum instrumento, exceto bateria que havia aprendido um pouco na adolescência.
E, aos 15 anos de idade, em Julho de 1924, o jovem João Batista da Silva descia do trem na Estação da Luz, na Paulicéia Desvairada com uma "cartinha de recomendação" que o apresentava como "honesto e calmo, perfeito para trabalhar de faz-tudo" numa fábrica de tecidos na Barra Funda. Fervia naquele momento na "Terra da Garôa" a Revolução Paulista (5 a 27/07/1924) e, nas ruas do centro de São Paulo, os soldados com fuzis e baionetas afugentavam as pessoas que passavam, já que o tiroteio "começava às 06:00 em ponto de manhã...". Foi nesse "cenário de guerra" o primeiro contato de João Pacífico com a Cidade Grande...
De temperamento discreto, manteve-se sempre "longe dos holofotes", mesmo quando esteve no auge do sucesso. Transcrevendo as palavras de Rosa Nepomuceno em seu livro "Música Caipira - Da Roça ao Rodeio", "... as curvas tortas da estrada que acabaram por isolá-lo no final da vida, não o fizeram lastimar o destino. Não se queixava de nada, de dor alguma - física ou aquelas que mais machucam, as da alma. O filho único não o visitava, nem o enteado. O elo familiar eram os netos, Ana Carolina, Emílio e Daniel, que visitava pegando um ônibus e enfrentando galhardamente uma estradinha de terra e trechos das rodovias Bandeirantes e Castelo Branco, para chegar à Capital. (...) Suas maneiras educadas e, principalmente, o bom humor singular disfarçavam o fantasma da amargura que costuma fincar morada no coração dos que um dia conheceram a glória e o sucesso...".
Ainda segundo Rosa Nepomuceno, "Seu João" era também um mestre em elegância e bom humor. Lembrar que Rosa Nepomuceno visitou João Pacífico no sítio em que ele vivia em Guararema (de propriedade do amigo Frederico Mogentale - que ficou com a guarda de seu Acervo Musical e que está sendo por ele catalogado), pouco antes do falecimento do "Seu João" em 1998 e do lançamento do livro supra mencionado em 1999.
Lendário na Música Caipira Raiz, amigo de Mário de Andrade e de Guilherme de Almeida, sabe-se que foram mais de 256 músicas de sua autoria gravadas por intérpretes que vão desde Raul Torres e Florêncio até Chitãozinho e Xororó.
Apesar do enorme número de composições, muitas das quais ainda inéditas, tem-se notícia de apenas um disco por ele gravado, no qual ele cantou e declamou, tendo sido acompanhado pela viola de Tião do Carro e do conjunto "Os Macambiras" (viola, bandolim e violões): trata-se de "João Pacífico - Documento Sertanejo" lançado pela Berrante/WEA Nº. BR-79003 em Julho de 1980.
Não disponho do LP que é "fora de catálogo" e desconheço qualquer remasterização do mesmo em CD. No entanto, tive a felicidade de conhecer uma faixa desse disco, graças à Editora Abril - Abril Cultural que incluiu na quinta faixa do Lado-B da coleção "História da Música Popular Brasileira" - fascículo especial "Música Sertaneja" (verReferências Bibliográficas na página Para Saber Mais...) a toada "Três Nascentes" do próprio João Pacífico, tendo "Seu João" como autor-intérprete, momento no qual, já contando com seus quase 71 anos (1980), cantou "Três Nascentes" à vontade e com toda a verve, com sua característica voz gutural e extremamente grave.
Clique aqui, veja a letra e ouça esta gravação de "Três Nascentes" interpretada pelo próprio João Pacífico, disponível em vinil e fora de catálogo.
Também, de acordo com Rosa Nepomuceno no livro já mencionado "Música Caipira - Da Roça ao Rodeio", esse "Disco-Filho-Único" de João Pacífico é realmente uma raridade fonográfica sem reedição (até Outubro de 1999 quando o livro foi escrito - e até hoje eu também desconheço qualquer reedição deste trabalho ou remasterização em CD).
Quero destacar também o CD JCB-0709-008 produzido por João Carlos Botezelli - Pelão, lançado pelo SESC-São Paulo que nos mostra alguns depoimentos de João Pacífico e algumas interpretações nas quais ele é acompanhado por Cristina (Voz), José Gomes (Rabeca), Tupy e Jorge (Violões) e que faz parte da série "A Música Brasileira Deste Século Por Seus Autores E Intérpretes". O conteúdo desse excelente Documento Musical é a gravação do programa Ensaio de 1991 da TV Cultura de São Paulo, sob a direção de Fernando Faro.
João Pacífico participou também da parte declamada no LP "Caipira: Raízes e Frutos" lançado em vinil pela gravadora Eldorado em 1980 e, para nossa grande alegria, remasterizado em CD em 1994. Sua participação se deu em "Estória de um Prego" (João Pacífico), "Couro de Boi" (Palmeira - Teddy Vieira), e "Toada de Mutirão" (Recolhido por Cornélio Pires). Participou também no mesmo disco da faixa "Besta Ruana" (Ado Benatti - Tonico).
Um fato curioso: Em 1933, tendo João Pacífico conquistado a simpatia e a amizade do Escritor Guilherme de Almeida (diga-se de passagem, Guilherme gostou bastante da toada "Mourão da Porteira" e disse que "...tal poema ele assinava em baixo..."), foi, munido de uma carta por ele escrita, à Rádio Record, procurando pelo cantor Paraguassu, o qual o recebeu "apressado" e "repassou o jovem João Pacífico" ao Raul Torres - o então "Embaixador da Embolada". Raul, simplesmente descartou a embolada "Seu João Nogueira" que João Pacífico levava escrita e disse que "não tinha tempo a perder" e que a jogasse no cesto do lixo... João Pacífico, com seu "merecido apelido", apesar de cordato, não desistiu e, num outro dia, conseguiu que Raul Torres lesse a letra da embolada e ouvisse o próprio João cantar e mesma!!
Imediatamente, Torres anunciou que era parceiro de João Pacífico a partir daquele instante e que gravaria na Odeon a embolada "Seu João Nogueira" (na qual homenageava o violonista da Rádio PRC-9 de Campinas - por sinal, tendo o mesmo nome artístico do falecido grande sambista carioca João Nogueira). Nascia naquele momento uma das parcerias mais produtivas da nossa Boa Música Brasileira!
Também se deve ao grande João Pacífico a criação do gênero "Toada Histórica" na qual era declamada uma poesia que antecedia a parte cantada. "Chico Mulato" (Raul Torres - João Pacífico) foi a composição inaugural desse gênero, a qual foi difícil conseguir a gravação na RCA, pois, dadas as limitações tecnológicas da época, a toada completa, com a parte declamada, simplesmente não caberia num lado do "bolachão 78 RPM"! Como Torres e Pacífico não abriam mão de manter a composição em sua integridade, "sem tirar nem por" (atitude louvável, por sinal!), o diretor da RCA-Victor Mr. Evans pediu aos técnicos da gravadora que "reduzissem a distância entre os sulcos do disco", para que coubesse "Chico Mulato" na íntegra: a parte declamada mais a parte cantada.
Após algumas experiências, Mr. Evans e os técnicos conseguiram e finalmente "Chico Mulato" ocupou o Lado B do disco Nº. 34.196 da RCA-Victor e, como a mesma foi bastante tocada nas emissoras de rádio, não demorou para que Mr. Evans pedisse para João Pacífico "uma outra daquelas cantar e falar..." E o sucesso seguinte foi outra Toada Histórica: "Cabocla Tereza" (Raul Torres - João Pacífico). E tal foi o sucesso que "Cabocla Tereza" virou filme em 1982 sob a direção de Sebastião Pereira com Zélia Martins no papel principal e participação especial de Jofre Soares. O próprio diretor também representou o "assassino da cabocla" na película.
Clique aqui e ouça uma gravação de "Cabocla Tereza", a segunda Toada Histórica de João Pacífico e Raul Torres, tendo na interpretação as vozes de João Pacífico e Cristina; na Rabeca, José Gomes e nos Violões, Tupy e Jorge. Esse excelente link musical pertence ao site MPB-NET e é uma gravação que faz parte do CD JCB-0709-008 "A Música Brasileira Deste Século Por Seus Autores E Intérpretes", já mencionado logo acima, produzido por Pelão e lançado pelo SESC-São Paulo.
Brás Baccarin diretor artístico da Chantecler/Continental de 1962 a 1977 de um certo modo "redescobriu" João Pacífico, através do lançamento do LP do Duo Glacial, em 1970, com 12 composições de sua autoria. Para nossa felicidade, esse disco foi remasterizado em CD pela Warner em Maio de 2000 na "Coleção Raízes da Música Sertaneja - Duo Glacial Em Homanagem A João Pacífico".
"Gostinho de Saudade" (João Pacífico - Piraci) particularmente me emocionou bastante com sua letra falando sobre um gostoso Café, a fazenda, o torrador, a moenda, o Interior de São Paulo e a saudade... 


Gostinho de Saudade
(Piraci - João Pacífico)

Me dá licença,
Estou chegando lá do mato,
Moro longe desse asfalto
Atrás da serra é o meu rincão;
Lá onde eu moro
Não existe luz na rua,
Moro onde nasce a lua
Que tem nome de sertão.

E não reparem
Na minha simplicidade,
A grande felicidade
Foi nascer neste lugar,
Eu sou herança
Deu um São Paulo ainda menino
Que tem o café mais fino
Do mais rico paladar.

Ainda conservo o mesmo rancho
E a moenda,
E aquela linda fazenda
Desde que ela se formou,
E o cafezal
Que acompanha esta grandeza,
Guardo bem esta riqueza
Que meu velho pai deixou.

Deixou pra mim
Aquela terra abençoada
Toda verdinha plantada,
Verdadeira raridade,
E um torrador
E seu antigo moinho.
Eis porque meu cafezinho
Tem gostinho de saudade...
A partir do disco do Duo Glacial, João Pacífico passou a ser chamado para entrevistas e participações em programas de TV, e passou a ser regravado e também reconhecido pela Imprensa.
Também não pode deixar de ser mencionado o fato que inspirou João Pacífico a compor a letra de um dos mais belos e inspirados Poemas que compõe o nosso Cancioneiro Caipira, que é "Pingo D' Água":
Em 1944, uma seca terrível castigava o Interior Paulista. Em Barretos-SP, João Pacífico (que para lá havia viajado para se apresentar numa exposição de gado) viu os fiéis rezando e fazendo promessa numa procissão, para que a chuva viesse. A "reza pela chuva" inspirou João Pacífico que escreveu a letra de "Pingo D' Água", que logo foi musicada pelo Raul, que imediatamente gravou juntamente com o parceiro Florêncio (João Batista Pinto de Barretos-SP) a belíssima melodia!
E, por sinal, qual é o Sertanejo que não se emociona com a letra de "Pingo D' Água"? O Homem do Campo que tanto depende da Natureza para o seu trabalho e também para a sua própria sobrevivência! Esta composição de João Pacífico e Raul Torres tocou fundo o coração do Caipira que viu nela a sua realidade e também "uma esperança"...
A letra fala sobre "a promessa de, ao chegar a chuva, levar o primeiro pingo d' água e molhar a flor da Santa que estava em frente ao Altar..." E a última estrofe encerra o poema de forma genial resumindo toda a emoção do Homem do Interior:
"...Em pouco tempo a roça ficou viçosa
A criação já pastava, floresceu meu cafezá
Fui na capela e levei três pingos d' água
Um foi o pingo da chuva... dois caiu do meu oiá!"
Este fato é descrito com riqueza de detalhes nas páginas 79 a 81 do livro de Paulo Freire "Eu Nasci Naquela Serra", leitura que eu recomendo ao Apreciador da Boa Música Caipira Raiz (verReferências Bibliográficas na página Para Saber Mais...).
E, coincidência ou não, choveu no Interior Paulista apenas dois dias depois do lançamento de "Pingo D' Água" e, em Barretos-SP João Pacífico e Raul Torres, quando por lá apareciam, eram até chamados de "Feiticeiros"...
Na foto abaixo, João Pacífico e Adauto Santos na casa de Célia e Celma:
Em 30/12/1998, no entanto, esquecido pela mídia e pelo mercado, João Pacífico deixou esse mundo com 89 anos, ocasião na qual morava no sítio do amigo Frederico Mogentale, conforme já foi mencionado. Com pouquíssima instrução escolar (na escola, só foi até o Primário), a qualidade da Construção Poética de sua obra recebeu os maiores elogios de Manuel Bandeira e Guilherme de Almeida (um grande amigo). SegundoRolando Boldrin, João Pacífico foi "o Noel Rosa da Música Caipira, um Mestre"!!! Rolando Boldrin eAdauto Santos foram das pouquíssimas pessoas conhecidas presentes no enterro de João Pacífico em Guararema-SP.
Antes de encerrar, porém, a página dedicada a João Pacífico, quero divulgar o seu poema "Fiozinho d' Água" que ele recitou num almoço na casa de amigos em Barretos-SP, dois dias antes de seu falecimento. Poema esse que João Pacífico escreveu em 1991 e que parece querer contar com bastante singeleza a história de um povo e da força de sua Cultura:

Um fiozinho d' água
Desviou de um riacho
Veio vindo serra abaixo
E passou no meu pomar,
Encontrou uma pedra
Ficou sua companheira
Brincaram de cachoeira
E aqui ficaram pra morar,
E hoje da janela
Eu contemplo a cachoeirinha
Que ficou minha vizinha
Desde que a vi nascer
Seu murmúrio doce
É um verdadeiro canto
É quem me serve de acalanto
Para eu adormecer.
Esse poema está na página 232 do Livro "Música Caipira - Da Roça ao Rodeio" de Rosa Nepomuceno. Realmente, é fascinante a História batalhadora do nosso grande João Pacífico, desde aquela manhã de Julho de 1924 quando ele desembarcou na Estação da Luz na Paulicéia Desvairada. João Batista da Silva, o João Pacífico, nas palavras de Rosa Nepomuceno em seu Livro "Música Caipira - Da Roça ao Rodeio", " ...viu o Brasil mudar de cara e a música tocada na "violinha de arame", lá nos cafundós das velhas roças de café, tornar-se um mar de estilos diferentes. (...) Conseguiu, durante tantos anos e, com tantas interferências, manter cristalinas as águas de sua música - um fio d'água correndo entre as pedras, na mata devastada, mas que ele ainda teve tempo de ver renascer com os "Novos Caipiras da Cidade"... ".
Valeu, João Pacífico!! Valeu, Rosa!! Seu Livro ("Música Caipira - Da Roça ao Rodeio") é excelente e, sem ele, meu conhecimento seria realmente muito pequeno... Parabéns, Rosa!!! Parabéns, João!!! 



As informações contidas no texto desta página são originárias principalmente do Livro "Música Caipira - Da Roça ao Rodeio" de Rosa Nepomuceno, bem como do Livro "Eu Nasci Naquela Serra" de Paulo de Oliveira Freire, além dos Encartes dos CDs "Caipira Raízes e Frutos" e "Raízes da Música Sertaneja - Duo Glacial Em Homenagem A João Pacífico".

Turista Aprendiz - trecho do documentário


Mestre Verdelinho, Quixabeira de Lagoa da Camisa, Mestre Miguel, Quilombo de Caiana dos Crioulos, Nelson da Rabeca. Trecho do documentário TURISTA APRENDIZ, interessante como eles teorizam o processo de abertura de vozes e o ser artista.

Cantadeiras do Souza

Cantadeiras do Souza (MG) 


As mulheres transportando água e cantando... o corpo que sustenta a água e a voz.



O lugar mais lindo que tem: lindo depoimento

Jair Rodrigues e a Música da Natureza

“O pessoal diz assim: “Não, pra se fazê uma música do campo não é preciso se viver no campo” mas é preciso ter um conhecimento.”
“Ai, você vê um pássaro cantando, você vê até um sapo coaxando né, você vê a Natureza parece que... falando... isso aí é um chamado”